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19/10 – Com foco no nosso objetivo, seguimos a reta final rumo ao Pacífico. Muita estrada no topo da cordilheira, altitude média de 4.000 msnm, frio intenso, temperatura de até 0º, enfrentamos uma inesperada chuva de granizo, trovões, ventos fortes, a natureza nestas regiões nos dar todas as demonstrações da sua superelatividade, merece muito respeito. Porém, as máquinas guerreiras e pilotos determinados superaram estas dificultades e começamos a descer os Andes rumo ao pacífico. Quando pensamos que já tinhamos enfrentado todas as adversidades, eis que ainda faltando cerca de 45 kms finais, enfrentamos mais um desafio. As nuvens geradas no Oceano Pacífico encontram a Barreira natural que é a Cordilheira dos Andes, condensam e formam um grande nevoeiro em toda a região. A estrada com muita descida e bastante sinuosa que estávamos descendo ainda com o sol, era dia, cerca de 17:00 horas, torna-se escura, o dia vira noite e a visibilidade próxima de zero. Com luzes acesas, como se fosse noite, e muito cuidado, descemos a serra com destino ao Porto de Matarani, ponto final da estrada Interoceânica que ligará o Brasil e grande parte de uma região Peruana até então inexplorada ao Oceano Pacífico.
Chegando ao Porto de Matarani, continuamos a viagem por mais alguns 18 Km e estávamos na Praia de Mollendo, um dos mais badalados balneários ao Sul do Perú. Procuramos um hotel e após 9 dias de extremos desafios, dormimos ao som das ondas do Oceano Pacífico. .jpg)
20/10 – Conhecemos um pouco mais a belíssima região e preparamos a nossa viagem de volta a Porto Velho/Br, que deverá durar cerca de 5 dias.
Por que eu não aprendi a pilotar motos? Será que ainda há tempo? Hummmm, talez seja mais fácil ser garupa...rsrsr
Essa é a aventura!!! Por isso reafirmo, Marivaldo, o que lhe tenho dito em tom de brincadeira: "você é meu herói!"
Fico aqui imaginando que... se eu contar a mãe, mãe não acredita!!!