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    Trekking ao Campo Base do Monte Everest


    Monday, September 26, 2011 - Postado por: Suéllen Rodrigues - Assessoria de Imprensa

    Aventura, superação, misticismo e uma paisagem inacreditável. Esse é resumo do que nos revelam Margarida Maria Carneiro e Dalva Maria de Andrade, residentes em João Pessoa, Paraíba, sobre a experiência inesquecível de fazerem parte do primeiro grupo de turistas brasileiros a dormir no Campo Base do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, localizada na cordilheira do Himalaia. Segundo elas, até então nenhum brasileiro, que não fosse alpinista ou escalador, tinha pernoitado no local, a uma altitude de 5.360 metros.


    Margarida Carneiro, analista judiciária, conta que pisar no Campo Base faz aflorar emoções confusas, como espanto, curiosidade, medo, e traz à tona a sensação de fragilidade diante da natureza inóspita, da imensidão branca e do isolamento. “São tantas as paisagens, cheiros, sabores, cores, que qualquer descrição se torna incompleta. É preciso viver, sentir, abraçar a natureza que se revela ao longo do caminho. Tudo se torna menor diante do desafio de vencer quilômetros de trilhas sinuosas, acidentadas, intermináveis subidas e descidas, o vento, o frio, a neve”, relata.


    A ideia de realizar a viagem foi da analista judiciária, que convidou sua amiga Dalva Andrade, auditora fiscal, para acompanhá-la. “Aceitei o convite da Margarida porque também gosto muito de aventura, mas não sabia o que ia encontrar. Altitude, frio, uma cultura diferente; cada dia era de superação. O mais fascinante é a paisagem. Estando tão longe de casa, é uma coisa única, difícil de expressar; a natureza que está em volta de você e só se vê em filmes, em livros. Ali você realmente acredita que Deus existe!”, descreve Dalva, que fez a viagem aos 55 anos e já planeja voltar à região até 2013.


    Como preparação para o roteiro, chamado Trekking ao Campo Base do Monte Everest, com duração de 20 dias, elas visitaram outros destinos, como Machu Picchu e Atacama, também com trechos de caminhada e que exigiam bom preparo físico. “O Everest é diferente. É desafiador e testa seus limites físicos e psicológicos. Eu andava devagar, mas sempre. O importante era ser constante. Não tive nenhuma lesão, nenhum cansaço além do normal. A respiração se tornar difícil por conta da altitude, mas tivemos um bom acompanhamento dos guias que estavam distribuídos entre o grupo, não deixavam ninguém ficar sozinho e tinham o cuidado de fazer exames, medir a oxigenação do nosso sangue. Sempre subíamos e depois descíamos um pouco para dormir, uma forma de dar uma aclimatada e não sentirmos tanto os efeitos da altitude quando estivéssemos numa altura ainda maior”, descreve Margarida Carneiro.


    Quando a ideia surgiu, após assistir a uma reportagem de TV, conta Margarida Carneiro, começaram as pesquisas para definir como chegar ao destino. Uma das preocupações era realizar o trajeto com um guia experiente e as amigas optaram pelo médico Manoel Morgado, que se tornou em 2010, aos 53 anos, o brasileiro mais velho a escalar o Monte Everest. O roteiro foi feito através da Mais Brasil Turismo, agência sediada em João Pessoa, que atendeu todas as necessidades da dupla aventureira.

     

    Espiritualidade e misticismo

    Antes de enfrentar a caminhada pelas montanhas do Himalaia, trajeto realizado em 12 dias, contando a ida ao Campo Base do Everest e o retorno à cidade de Lukla, os turistas conhecem o primeiro ponto da viagem: a cidade de Kathmandu, capital do Nepal, com visitação a lugares característicos da cultura local, marcada pela influência indiana que está presente em seus pequenos vilarejos, lojas, restaurantes e templos.


    Entre os templos que fazem parte do roteiro em Kathmandu, estão o Boundnath, maior e mais ativo templo budista do Nepal, e o Pashupati, mais importante templo hindu do país, situado às margens do rio Bagmati. O rio, considerado sagrado, é o principal local de cremações da nação nepalesa.
    A auditora fiscal Dalva Andrade destacou a visita aos templos e monastérios como alguns dos momentos mais especiais para ela, mencionando a benção dada individualmente a cada turista do grupo pelo Lama Geishe Rimpoche e a passagem por um templo budista encravado na montanha, onde residia um casal de monges.

    Aventura e desafio

    Dalva Andrade recomenda o roteiro para quem gosta de aventura e afirma que a comida no acampamento era muito boa, rica em carboidrato para dar energia nas caminhadas, podendo-se inclusive escolher entre opções num cardápio, mas faz uma ressalva importante: “num lugar como este não dá para ser exigente. É preciso usar de despojamento, deixar a vaidade um pouco de lado e levar apenas o essencial”.


    A analista Margarida Carneiro compartilha da mesma opinião, e afirma ter mudado seu comportamento através das diversas viagens: “hoje minha mochila é muito diferente da feita para a primeira trilha, em 2005. Não é um tipo de turismo convencional. Tem que prestar atenção no que vai levar para não ter excesso de bagagem, porque sabemos que são pessoas que vão carregar para você. Tem que ir consciente de que não vai encontrar lá o que tem em casa. O percurso é feito a pé e numa temperatura tão baixa, que o banho, o uso do banheiro, é tudo um tanto precário. Mas é uma sensação muito boa conseguir chegar, vencer um desafio”.

     

    Como fazer este roteiro?

    A agência Mais Brasil Turismo oferece pacotes para o Trekking ao Campo Base do Monte Everest incluindo: acomodação em hotel, em quartos duplos, com café da manhã; ingressos e passeios específicos; voos domésticos; transporte especificado no roteiro; acompanhamento do guia Manoel Morgado a partir de Kathmandu; alimentação completa durante o trekking; e equipe de apoio com carregadores e guias locais (cada pessoa tem direito a 15 quilos de equipamento a ser levado pelos carregadores). Informações através do e-mail contato@maisbrasiltur.com.br, no site da agência www.maisbrasiltur.com.br ou pelo telefone (83) 3224-3050.

     

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