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    A chegada ao Brasil, com uma bela moqueca de pintado!


    Saturday, April 11, 2009 - Postado por: Marivaldo/José/Marcos

    23/10 – Saímos de Puno às 06:30 rumo a Puerto Maldonado, a cerca de 420 km de distância, este era nosso objetivo do dia. Estávamos cruzando os Andes na sua parte mais alta, altitude média de 4400 msnm, frio, chuva, motos falhando pelo ar rarefeito, não somos só nós que sentimos o efeito da altitude, nestas condicões, a mistura gasolina e ar começa a ficar desigual, o ar é rarefeito, e o desempenho do motor não é o mesmo. Como as motos não tomam chá de coca nem mascam a folhinha mágica, o jeito é ter paciencia, seguir em frente e esperar voltar a altitude razoável para ter melhor desempenho dos motores, elas já demonstraram ótimo desempenho anteriormente e com certeza agora não irão nos deixar na mão em lugar tão inóspito.
    Passamos por varios trechos em obras, alcançamos a altitude de 4873 msnm e às 14:30 horas chegamos a cidade de Macuzani. A informação é que a estrada estava fechada para procedimentos de detonação de rochas e retiradas do entulho, dessa forma,  só seria liberada às 17:00 horas para o trânsito normal.
    Macuzani é a cidade mais alta da região de Puno e está a cerca de 4430 msnm, por este motivo a temperatura chega a -5 graus negativos de madrugada, brrrrrrrr!. Aproveitamos enquanto tinha um pouco de luz do sol,  comemos alguma coisa e as 18:00 horas deitamos, sob quatro cobertores de pelo de Alpacas e vestidos com algumas peças de roupas para frio, dormimos para no dia seguinte acordar às 05:30 e seguir caminho. Amanhece um dia normal, porém muito frio, e temos que seguir em frente, não poderíamos vacilar, a estrada só estaria liberada das 06:00 às 07:00 horas da manhã e teríamos ainda que seguir durante cerca de uma hora descendo a cordilheira, para passar do trecho que estava sendo novamente bloqueado as 07:00 horas e só abriría entre 12:00 e 13:00 do mesmo dia.
     Superadas estas dificuldades, seguimos em frente, agora já descendo a Cordilheira pelo trecho sul, onde as obras ainda estão em ritmo mais lento e as condições da estrada, de difícil trâfego,  muitas pedras, ríos para atravessar, trechos molhados e escorregadios, exigem muito esforço e cuidado para ter o controle da motocicleta,  somados o seu peso, o da bagagem e piloto,  passa dos trezentos quilos,  qualquer vacilo vai ao chão com consequências imprevisíveis, a tensão é constante. Após muitas horas de viagem e varias paradas no caminho para esperar o desbloqueio da estrada, numa delas, esperamos até 03 horas para a sua liberação, descemos os cerca de 4500 metros da cordilheira e ainda assim nos deparamos com outro bloqueio da estrada e sob o sol escaldante e muita poeira chegamos a cidade de Mazuco, agora com temperatura acima de 30 graus, já na Selva Peruana, o que mais queríamos era arranjar lugar para descansar, dormir, e assim, as severas dificuldades da Cordilheira dos Andes estavam superadas.

    24-10 – Saímos da cidade de Mazuco, estrada asfaltada,  temperatura ambiente em  melhores condições, apesar do calor, seguimos por cerca de 400 km e cruzamos a fronteira em Inãpari, Peru. Procedimentos burocráticos na Aduana peruana nos custaram mais de uma hora. Cumpridas as exigencias, cruzamos novamente a bela ponte que separa os dois países para chegamos a cidade de Assis Brasil, agora em territorio brasileiro, era a vez de cumprirmos as exigencias do lado de cá. Documentação toda em ordem,  porém, aparece mais uma nova exigencia/procedimento por parte da Aduana Brasileira, Polícial Federal  solicita a retirada de toda a bagagem que estava acondicionada  e amarrada nas motos, para ser submetida a esteira magnética, isto seria pouco se não estívessemos viajando desde as 07:00 horas da manhã, ainda sem almoço, pois pretendíamos matar a saudade da cozinha brasileira, eh Coisa boa!, e almoçar na cidade fronteira de Assis Brasil. Fiscalização efetuada, tudo em paz, mas ainda com fome, a noite se aproximava e resolvemos seguir viagem por mais 110 km e chegar a cidade brasileira de Brasiléia, fronteira com a  cidade de Cobija, na Bolívia, pois pretendíamos visitá-la no dia seguinte.
    Chegando a Brasiléia, fomos direto para o hotel, um bom banho, com agua na temperatura normal,  um restaurante na cidade, cerveja bem gelada e  uma gostosa moqueca de  pintado, peixe da região, fechou o nosso dia com chave de ouro  em terras brasileiras.

     
    • Marcos Barbosa Muniz comentou em 6/11/09 de 4:33 PM

      ÊTA MARCÃO VC GOSTA MESMO DE AVENTURAS E CURTIR A VIDA! MAS É ISSO QUE A VIDA NOS PROPORCIONA DE BOM, TEMOS QUE APROVEITAR OS MOMENTOS QUE O MESTRE RESERVA DE BOM. SUCESSO E ATÉ BREVE AÍ EM JAMPA. ABRAÇOS DO AMIGO MARCOS  

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